Quem Somos

Uma equipa de mulheres que acredita no poder da criação coletiva

A Costela de Lilith é construída por artistas, produtoras, comunicadoras e técnicas de vários países. Cada uma traz uma competência específica, mas todas partilham o mesmo compromisso: dar voz e visibilidade às mulheres dos Açores.

Equipa

Quem constrói o projeto

Equipa contínua

Liliana Janeiro

Diretora artística · Fundadora

Liliana Janeiro

Encenadora, dramaturga e produtora cultural açoriana, fundadora d'A Costela de Lilith. Com formação em Enfermagem, Mestrado em Teatro Comunitário e pós-graduações em Inteligência Emocional e Artes da Escrita, alia escuta profunda, metodologias participativas e pensamento crítico sobre a prática artística. Distinguida duas vezes pelo Iberescena (2023 e 2026).

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Patrícia Soso

Encenação · Criadora d'O Manifesto

Patrícia Soso

Atriz e encenadora brasileira, mestre em Teatro e Comunidade pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e formada no Método Lecoq (Teatro Escola Arsenale, Milão). Premiada como melhor atriz no Prémio Açorianos de Teatro e atuou em cinema com Pedro Pinho, Filipa Reis e Gabriel Abrantes. Foi encenadora de «Depois da Bruma», criação comunitária apresentada na ilha das Flores em 2024. É criadora d'O Manifesto, projeto inserido d'A Costela de Lilith, de sua autoria e patente, que dá palco, voz e reconhecimento às mulheres em ilhas ultraperiféricas como os Açores.

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Ana Cózar

Dramaturgia · Coprodução (Espanha)

Ana Cózar

Criadora, escritora e atriz espanhola de Zaragoza, formada em Língua e Literatura Espanhola e Artes Plásticas (Drama). Co-fundadora da Producciones Campechanas, tem trabalhado em teatro físico, máscaras, commedia dell'arte e webseries feministas e queer seleccionadas em festivais internacionais. Foi dramaturga de «Depois da Bruma», criação comunitária apresentada na ilha das Flores em 2024.

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Ana Oliveira

Comunicação

Ana Oliveira

Micaelense, licenciada em Comunicação Social e Cultura e mestre em Ciências da Comunicação (Jornalismo) pela Universidade dos Açores. Trabalha na Publiçor desde 2016, no departamento de comunicação das chancelas Letras Lavadas, N9na Poesia e Pedra Pomes. Acompanha a 9'Circos na comunicação e redes sociais.

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Música

Nina Soulimant

Musicista, investigadora e criadora cultural francesa radicada nos Açores desde 2009. Doutorada em Geografia Humana e Ambiente, articula investigação territorial, criação sonora e trabalho com comunidades insulares. Domina guitarra, djembe, didgeridoo, bandolim e voz, com dois álbuns de originais editados e vasta experiência em concertos e viagens sonoras por Portugal, França e México.

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Ursula Bravo

Sonoplastia

Ursula Bravo

Artista sonora e sound designer espanhola, radicada entre Espanha e Portugal, com prática híbrida entre gravação de campo, composição experimental e ecologia acústica. Criadora da série de documentários sonoros Espace Plein e do álbum Climate. Integrou a equipa artística de «Depois da Bruma» (Flores, 2024) com créditos de música e sonoplastia.

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Vídeo e recolha de imagem

Kukka Harvilahti

Videógrafa e fotógrafa finlandesa com experiência em produção cultural, documentação visual e organização de eventos artísticos. Trabalhou na Índia, no INTERKULTfest e no Piilopuisto Urban Culture, criando fotografia, vídeo e conteúdos audiovisuais para projetos com impacto social e narrativas humanas.

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Rocio Matosas

Cenografia e figurinos · Coprodução (Uruguai)

Rocio Matosas

Artista multidisciplinar de Paysandú, formada em Artes Plásticas (ENBA) e Design de Teatro (EMAD). Premiada como diretora de arte no Uruguai, EUA, Argentina, Lituânia, Rússia e Cuba. Dirige a Extce Escuela de Artes e assinou cenografia e figurinos da edição das Flores.

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Equipa das Flores

Camille Farge

Produtora local

Camille Farge

Nasceu em Paris e estudou fisioterapia. Aos 21 anos decidiu velejar para descobrir o mundo. Depois de 10 anos de vida nómada, escolheu a ilha das Flores nos Açores para criar os seus filhos. Escreveu livros de viagem e sobre saúde, começou a tocar viola aos 33 anos e a compor músicas. Tem dois álbuns gravados, um CD em conjunto com 8 artistas das Flores e outro com as suas composições.

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Margarida Benevides

Produção

Margarida Benevides

Produtora em vários eventos ligados à música, ao teatro e à poesia, enquanto Presidente da Associação Despe-Te-Que-Suas. Criou e produziu o projeto musical TEU e participou em várias apresentações e digressões regionais e internacionais. Esteve na produção do Festival Atlantis Concert For Earth.

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Equipa de São Jorge

Sandra Silva

Produção

Sandra Silva

Produtora cultural com formação em Apoio à Gestão e certificação como formadora. Criadora e produtora de teatro amador, esteve envolvida nas edições de «A Costela de Lilith» no Faial e São Miguel e na peça «Depois da Bruma», nas Flores. Especializada em coordenação de equipas e mobilização de recursos locais.

Joana Lourenço

Assistente de produção

Joana Lourenço

Apoio logístico e administrativo à produção, acompanhando o dia a dia dos ensaios, o contacto com as participantes e a articulação com parceiros locais em cada ilha.

Plataforma digital Lyra · Interpretação cultural

Sara Borba

Gestora em turismo cultural e membro fundador da Associação Portuguesa de Turismo Cultural. Na Nebulae Software lidera a Lyra — plataforma digital de interpretação cultural e valorização do território. No projeto é responsável pela programação digital e pela integração das composições sonoras georreferenciadas na app, tornando a cartografia sonora de São Jorge acessível nos geopontos da ilha.

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Mariah Karson

Foto e vídeo

Mariah Karson

Registo fotográfico e videográfico do processo criativo e das apresentações públicas, documentando os ensaios, os bastidores e o encontro entre as mulheres e o território.

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Janete Chaves

Gestora das redes · Produtora do Programa Integrado Lilith

Janete Chaves

Responsável pela gestão de conteúdos e presença digital do projeto, articulando a comunicação nas redes sociais com o registo do processo criativo e das edições em cada ilha. Também integra a produção do Programa Integrado Lilith, apoiando a coordenação entre equipa artística, saúde mental e participantes.

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Diana Reis

Assistente de produção do Programa Integrado Lilith

Diana Reis

Apoio à produção e logística do Programa Integrado Lilith, garantindo o funcionamento dos workshops, sessões e eventos enquanto facilita o contacto com as participantes e a equipa de saúde mental.

Designer gráfica

Sofia Oliveira

Designer gráfica com bacharelato em Design de Comunicação pela ESAD e um ano de formação na BAU, Centro Universitario de Diseño de Barcelona, no âmbito do programa Erasmus. Trabalha na área desde 2008, com foco em design gráfico, editorial e branding. Passou pela Air Creative Agency, co-fundou o estúdio Sal Criativo e, desde então, desenvolve atividade como designer independente. Colaborou com marcas e instituições como a Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Crowne Plaza Porto, a Cálem, a Taboadella e a Fundação Belmiro de Azevedo. No âmbito cultural, trabalhou com a associação Oh!Varioneta e foi responsável pela imagem gráfica do FIMO — Festival Internacional de Marionetas de Ovar, em 2017.

Uma produção da Associação 9'Circos — Artes Circenses dos Açores, em coprodução com a Extce Escuela de Artes (Uruguai) e a Producciones Campechanas (Espanha).

O nosso compromisso

Guiar-nos pelos direitos participativos e pelas mulheres, com humildade

Longe do objetivo, perto das pessoas

A Costela de Lilith é um projeto que pretende guiar-se pelos direitos participativos e pelas mulheres com a humildade de reconhecer que está longe do seu objetivo. Outras ilhas e outras fases do projeto precisam de ajuda para se desenvolver. Cada edição é um aprendizado; cada encontro, uma oportunidade de recomeçar junto com quem vive o território.

Sustentabilidade e autonomia

Para tentar garantir a nossa sustentabilidade, procuramos diversificar fontes de financiamento — bolsas de cidadania, concursos públicos, coproduções internacionais, parcerias locais e a nossa loja. O livro de poesia, o documentário «Domingo a Domingo» e os restantes itens revertem para as oficinas, os materiais de cena e as sessões gratuitas, sem depender de uma única instituição. Queremos construir um modelo que resista ao tempo e às mudanças de mandatos, mantendo a independência artística e ética do projeto.

Pelas mulheres e pelos direitos

O projeto nasce para criar espaços onde as mulheres possam ocupar o centro: em cena, na escrita, na música, na produção e na decisão. Incluímos estratégias concretas para mães — horários flexíveis, acolhimento de crianças em algumas atividades e respeito pelos ritmos familiares — e para mulheres artistas, através de contratação justa, formação contínua e visibilização do seu trabalho.

Uma rede em construção

Sabemos que não conseguimos chegar a todas as ilhas nem a todas as realidades ao mesmo tempo. Por isso, abraçamos a ideia de construção lenta: ir onde somos convidadas, ouvir antes de propor e deixar que cada comunidade defina o que precisa de nós. A Costela de Lilith é, acima de tudo, um convite à colaboração.

Princípios de trabalho

Escuta antes da criação

Nada se escreve antes de ouvir. O material artístico vem das histórias, das memórias e das palavras das participantes.

Território como dramaturgia

Cada ilha impõe a sua paisagem, o seu tempo e as suas urgências. É o território que determina a forma final da obra.

Coautoria, não representação

As mulheres não são tema: são autoras. Assinam o que criam e decidem o que é mostrado.

Devolver à comunidade

Espetáculos, livros, documentários e instalações regressam sempre ao lugar onde nasceram, em acesso aberto às comunidades.