
Projeto
A Costela de Lilith
«Nós somos as nossas próprias costelas.»
Um programa de teatro comunitário e design social que percorre as ilhas dos Açores dando voz, visibilidade e dignidade às mulheres das comunidades atlânticas mais remotas.
2022
Ano de fundação
4
Ilhas percorridas
2
Prémios Iberescena
100+
Mulheres participantes
Criação artística comunitária
O mito de Lilith como símbolo de autonomia e de voz
O projeto toma o nome de Lilith — a primeira mulher da mitologia hebraica, que recusou a submissão e foi apagada da história oficial. Recupera esse símbolo através da criação artística coletiva com mulheres locais e migrantes.
Cada edição nasce de uma residência comunitária numa ilha diferente. As experiências de vida das participantes são reconhecidas como matéria artística legítima: elas não interpretam um texto escrito por outros, escrevem-no.
A geografia isolada dos Açores intensifica o sentimento de invisibilidade social, cultural e política — sobretudo para as mulheres migrantes, que enfrentam múltiplas camadas de exclusão. O palco devolve-lhes o lugar público.

Impacto
O que o projeto move
Impacto social
- Mulheres das comunidades mais isoladas ganham visibilidade pública como coautoras da sua própria história.
- As participantes relatam maior autoestima, menor isolamento e um sentido de pertença mais forte.
- Em 2026, integração com o Programa Integrado Lilith, que cruza criação artística e acompanhamento psicológico.
Impacto cultural
- Contraria a assimetria cultural entre as ilhas periféricas dos Açores e o continente.
- Documentário «Domingo a Domingo» exibido gratuitamente em 8 freguesias de São Jorge.
- Cobertura nacional via Agência Lusa, RTP Açores, Rádio Ilhéu e e-cultura.pt.
Reconhecimento
- Iberescena 2023 e 2026 — duas seleções consecutivas do Fundo Ibero-Americano das Artes Cénicas.
- Apoio do Governo Regional dos Açores e da Direção Regional da Cultura.
- Parceiros: UMAR, Museu Francisco de Lacerda, Câmara Municipal da Calheta, RTP Açores.
